quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MOF 2011 - Artefeito na Vila Operária mais uma vez!









A Artefeito marcou presença em mais uma edição do MOF – o Meeting Of Favela, que chega na sua 6º edição quebrando recordes ao concentrar cerca de 500 grafiteiros e grafiteiras para o maior encontro de graffiti voluntário do Brasil, em plena Vila Operária, Duque de Caxias.

Nem uma insistente chuvinha fina afastou as figuras conhecidas e os novos rostos do graffiti, desde chilenos, fluminenses de todas as cidades, e visitantes de todas as regiões do Brasil, que além do graffiti também trouxeram outras técnicas, como stickers, stencils e colagens.

Em cada ano surgem mais meninas, mas esta edição se superou. Muitas grafiteiras pintando, integradas em crews mistas ou em grupos de amigas, de vários estados brasileiros, em especial Minas Gerais e São Paulo.

A música se espalhou pela favela. Na quadra rolou batalha de Mcs e no Bar o Interferência Sistema Som arrastou uma galera, entre vários MCs com um show bem empolgado de Sistah Moh Respect. A novidade ficou com o cortejo da Orquestra Voadora que tirou os moradores de casa.

Toda essa efervescência contamina principalmente a criançada, que acorda na missão de ganhar as latas que sobram. Algumas conseguiram se tornar “assistentes” e outros novas cores na bike, fazendo a garotada sonhar com um futuro colorido como os muros da sua comunidade.

Sempre com uma intervenção diferente a Artefeito desta vez se espalhou pelo morro. Saicus lançou sua letra na parte mais cobiçada, a parte alta da escola que recebe os artistas todo ano, e AV. bem na esquina fazendo graça.

Mas a harmonia de Aila e Érika se firmou em um painel alegre e delicado com a assistência da iniciante Rosa. Bem do lado os amigos queridíssimos da Mafia44, que também tem o Artefeito Davi, e que ainda acolheu o chileno Raul, em um painel com palhaços surrealistas para trazer alegria ao povo da Vila Operária.

Giordana Moreira, a coordenadora ficou de role com as Letícias, que são os stickers do projeto Let’s Pense!, e ainda distribui fanzines junto com o fanzineiro Paulo Vítor, também do projeto que é parceiro Nº. 1 da Artefeito.

A favela que há mais de dez anos atrás recebia a oficina de Kajaman, viu o trabalho formiguinha da Posse 471 tornar o Rio de Janeiro sede do encontro mais solidário do graffiti nacional e quem sabe do mundo. Mais ainda, tornou a Vila Operária uma galeria a céu aberto, um presente de valor inestimável para a Baixada Fluminense e o graffiti brasileiro.

A Artefeito leva suas latas, seus traços, sua disposição, para encontrar os amigos e amigas e participar desse movimento extraordinário, onde para chegar e ser bem recebido basta ter humildade e amar o graffiti acima de tudo.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Artefeito três anos






Quando as grafiteiras fluminenses se encontraram no projeto "Grafiteiras pela Lei Maria da Penha", em 2008, as ideias e os graffitis que produzimos entusiasmaram as garotas e fizeram surgir a Artefeito. Após organizar a primeira coletânea de grafiteiras do RJ "Minas do Graffiti" suas oficinas, telas, painéis e debates rodaram pelo Rio e outros Estados, como Bahia, Paraná e São Paulo, na atividade com parceiros do Turbilhão Hip Hop, Prioridade SG, Festival Espaço do Rock, Meeting Of Favela, LUB, Brasas Nova Iguaçu, Mary Jane, Superintendência Estadual de Direitos da Mulher, CLADEM e muitas outras companheiras e companheiros, ou em projetos como a Exposição Guerra e Paz, de Candido Portinari e o PAC - Projeto Iguaçu.
O Artefeito passou a fazer diferença com seus traços e palavras, o graffiti ganhou um novo coletivo, que se propõe a discutir as relações de gênero, onde os grafiteiros se juntaram á causa das mulheres, e fazem parte dos artistas que, com o spray, escolheram questionar padrões colocando sempre o amor ao graffiti acima de tudo.
No final de 2010 conhecemos a proposta da educação não sexista, através das companheiras da CAMTRA, e desenvolvemos a campanha "Arte P.E.N.SE. Graffiti Por Uma Educação Não sexista", lançada no MOF 2010 e levada para o seminário "A violência pelo nosso olhar", apoiado pela FASE, com temporada no SESC SJM e intervenção na Audiência pública sobre educação anti-discriminatória em Brasília, a convite da Campanha Nacional pelo Direito á Educação. Tudo isso ainda inspirou a criação do projeto Let's Pense! Comunicação urbana Por uma educação não sexista, que em conjunto, realizamos a I Jornada urbana Por Uma educação Não Sexista.
Hoje, 11 de outubro de 2011, fazem três anos dessa história das grafiteiras Muleca, Erika, Aila e AV., dos grafiteiros Saicus, Davi e Raul Cancino, e da produtora Giordana Moreira, e também da centenas de amigos, colaboradores e pessoas que amam e respeitam o Artefeito, e que podem contar com um graffiti para pensar, mas com diversão e solidariedade!

sábado, 7 de maio de 2011

Artefeito em Brasília

















A pintura criada pelos jovens de Brasília durante a oficina da Artefeito invadiu a Audiencia Pública sobre discriminação e bullyng na educação no dia 4 de maio, na Camara dos Deputados. A oficina fez parte das atividades da Semana de Ação Mundial 2011, coordenada pela Campanha Nacional de Direito á Educação.




Giordana bateu um papo sobre discriminação de gênero e exibiu slides com as obras da Artefeito sobre sexismo com alunos de projetos do INESC, que recebeu a oficina. Aila orientou a galera na pintura do banner que foi levantado pelos alunos durante a Audiencia, composta pelo Coletivo de Educação do MST, Projeto escola Sem Homofobia na ECOS, CEAFRO, Escola de Gente, ABGLT - Associação Brasileira de Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o Coordenador Geral da Capanha Nacional pelo Direito á educação Daniel Cara e a Relatora da Relatoria Nacional do Direito Humano a Educação Denise Carreira. Muitos deputados e deputadas, entre eles os deputados Artur Bruno e Tiririca, estavam lá para ouvir as diversas reivindicações das Organizações e, através do Graffiti, ver as expressões dos jovens estudantes.




O graffiti coloriu com seriedade o momento em que a sociedade civil cobra do Poder Público ações para acabar com a discriminação dentro da escola.




Informações, materiais e todas as reivindicações podem ser encontradas:



sábado, 30 de abril de 2011

Artefeito no Congresso Nacional


Artefeito estará na audiência pública sobre preconceito e discriminação na escola, que acontecerá dia 4 de maio na Camara dos Deputados em Brasília, como principal atividade da Semana de Ação Mundial 2011. Realziada pela Campanha Nacional pelo Direito á Educação a audiência será para que deputadas e deputados ouçam as preocupações e reivindicações da sociedade civil organizada quanto ao enfrentamento de leis, políticas e práticas discriminatórias na educação.

Ativa com a campanha "Arte PENSE - Graffiti por uma educação não sexista" o Artefeito foi convidado para ministrar oficinas com adolescentes sobre discriminação e sexismo durante a SAM e irá levar para o Congresso Nacional as criações resultantes da oficina que será coordenada por Giordana Moreira e a grafiteira Aila.

As pessoas,e scolas e organizações interessadas em receber materiais e informações sobre a Semana e a Campanha devem entrar em contato com sam@campanhaeducacao.org.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

DE VOLTA À VIA LIGHT - POR UMA EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA




O painel de Davi, Erika, Muleca, AV. e Saicus encerrou a Jornada Urbana Por uma Educação Não Sexista no dia 26 de março, em Nova Iguaçu, com lançamento do 2º Editorial do Let's Pense e show da banda Cretina.

De volta ao muro que em 2008 recebeu o 2º Encontro de Grafiteiras do RJ e reuniu pela primeira vez a galera que hoje faz parte do coletivo Artefeito este painel foi a primeira interação artistica após a adesão dos homens ao grupo que começou somente com mulheres. Foi também o painel da campanha "Arte P.E.N.SE. - Graffiti Por uma Educação Não SExista" que desde o final de 2010 já realisou oficinas, performances e duas edições da exposição com o mesmo nome.

Foi visível a harmonia do grupo que se consolidou durante esse tempo. O mais novo integrante, Saicus, marcou o nome do Artefeito entre o rosa e o azul no muro, enquanto Davi deu forma ao rosto da ativista paquistanesa Mukhtar Mai. Sempre surpreendendo Muleca assinou o protagonismo feminino no nome Artefeito ao lado dos personagens de Erika e a afro descendente sempre presente de AV.

Em meio á guerra no oriente Médio e ao feminicídio no Brasil trouxemos ao público a figura de Mukhtar Mai, que transformou sua história de vítima de uma violencia para uma trajetória de ativista em Direitos Humanos reconhecida internacionalmente. Após a história contada na sua autobiografia "Desonrada" ela fundou uma escola para meninas em sua aldeia, onde a maioria das mulheres não são alfabetizadas. E o Let's Pense troxe em seu segundo Editorial a história da criação da lei Maria da Penha e seu Artigo 8º que prevê a implantação de uma Educação Não Sexista, com recortes visuais de Paulo Vítor.

O show da banda Cretina fechou a noite com o legítimo roque da Baixada, onde muitos ouviram falar sobre sexismo pela primeira vez, a população ganhou um novo painel de presente e todos se divertiram, em uma Cidade onde ainda é muito difícil produzir cultura.

A Jornada rolou com a cooperação de muita gente ocmo Marcel, Alcir, Jeferson Ribeiro, Nextwo, na produção, Mayara Freire e Zezzinho Andrady e pedro - da LUB, registrando, Gabriela Boechat com seus quadros e a banda Cretina com tudo. Cooperaram também a Secretaria das Cidades, a Secretaria de Transportes com a iluminação (só faltou a luz do poste, salva pelos holofortes do nosso amigo Jeferson) e Secretaria da Cultura e Turismo. O Brasas, grande incentivador da cultura alternativa da região, e a Veda Tatoo, acreditaram no projeto e fizeram parte da nossa força, sem depender de papéis e sem atropelar ninguem. Afinal estamos juntos e juntas por uma causa, com amor e respeito pelo graffiti e pelo próximo.


Fotos na pagina da Artefeito no Facebook.

quarta-feira, 16 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Jornada do Artefeito no mês da Mulher


No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher o Artefeito em parceria com o projeto Lets Pense, realiza a Jornada Urbana por uma Educação Não Sexista, uma série de eventos para promover a Educação Não Sexista.


Abre dia 12 de março, no SESC São João de Meriti com a exposição de Aila, Davi, Erika e Muleca, oficina de fanzine e graffiti ao vivo.


Dia 19 de março as grafiteiras pintam e ministram oficina de graffiti no Skate For Girls, na Praça do Skate tambem em SJM. Em seguida, dia 20 de março o Artefeito cola no Turbilhão Hip Hop em São Gonçalo.


O ultimo sabado, dia 26 de março, será grafitado um painel na Via Light em Nova Iguaçu com todos os grafiteiros e grafiteiras da Artefeito, enquanto rola o stand do Lets Pense e o show da banda Cretina.


Tudo vai envolver bate papo, graffiti e zine sobre a Educação não sexista e é grátis.


Dia 12 de março - das 15h as 18h

Oficina de fanzine e bate papo sobre educação não sexista + Graffiti ao vivo com Muleca, Odarayá e Erika + Exposição: Arte P.E.N.SE. até dia 26 de março das 9:30 as 17:30h

Av Automovel Clube 66 - SESC São João de Meriti - Proximo ao metro da Pavuna.

Dia 19 de março - das 9h as 15h

Graffiti ao vivo com Odarayá, Zaira, Naya + Oficina de graffiti com Davi e Erika

Rua São João Batista s/nº - Praça do Skate de São João de Meriti

Dia 20 de março das 13h as 17h
Rap + filme + debate.

Av Pres. Kennedy 755 SESC São Gonçalo

Dia 26 de março das 16h as 22h

Graffiti da Via Light com Artefeito + Show da banda Cretina

Via Light esquina com Rua Dom Walmor - Proximo a pista de skate.


Realização Artefeito e Let's Pense

Patrocinio Brasas e Apoio Veda Tatoo


Agradecimentos ao SESC, Superintendencia da Mulher e Secretaria de Cultura de São João de Meriti.